Simplifica Mamã!

Curso Online de Introdução ao Minimalismo: online e no horário da tua conveniência!

Ser mãe é uma dádiva. Ganhamos a responsabilidade de cuidar daquele serzinho que depende de nós para tudo, ao mesmo tempo que aprendemos sobre os nossos limites e incertezas. Se por um lado ganhamos uma família e vemo-la crescer, por outro temos muito que manter em ordem.

Facilmente atingimos níveis de desgaste emocional, exaustão e cansaço, que nos levam à fragilidade e a duvidar de nós mesmas.

Quem aqui nunca complicou levante a mão!

Damos por nós a reclamar de coisas e coisinhas, por vezes sem motivo.

Quando isto se alia à frustração de um desemprego, salário atrasado, emprego instável, dívida ou problema de saúde (entre tantos outros exemplos), sentimo-nos sós e não conseguimos enxergar quão só pode estar a pessoa querida com quem dormimos todos as noites.

Resultado? Discussões, abuso emocional, infelicidade. Entre filhos, casa e trabalho é mesmo muito fácil perdermo-nos.

Eu sempre fui apologista de que deve haver distribuição de tarefas entre todos que vivem na casa, para que não fique mais pesado para nenhum dos membros.

Porém, em muitas situações que convivo com as minhas clientes, percebo como isso nem sempre é possível.

Por isso mesmo, decidi escrever sobre este tema para vos motivar e inspirar.

É possível ter a casa sempre organizada e tempo para a família e o trabalho?

Sim, é!

Simplificar (tudo)

Simplifica as rotinas, as atividades, os sentimentos, os trabalhos, a comunicação e até mesmo as refeições! É possível preparar refeições saudáveis sem precisar ficar uma hora na cozinha a sujar todos os tachos, sobretudo durante a semana! E, sim, eu disse e repito: simplifica também a comunicação.

Segundo o Dicionário Informal de Língua Portuguesa, descomplicar significa:

“solucionar, resolver, procurar meios de concluir, procurar deixar tudo bem, tudo certo, não atrapalhar nem procurar atrasar o bom andamento de uma tarefa, evento etc..”

Então combate essa tendência natural para complicar. Escreve na tua agenda ou num lugar bem visível a palavra “simplificar”.

É indispensável disciplinares-te e tomares consciência de que simplificar é a primeira solução a tomar em qualquer circunstância.

Minimizar (ao essencial)

Quem conhece o minimalismo sabe bem que menos é mais, que tralha atrai tralha e que não se organiza lixo. Então não penses duas vezes: minimiza tudo o que tens mantendo apenas o essencial! E isto aplica-se não só à casa mas às tecnologias, conversas, compromissos, etc.

No momento em que aceitas uma reunião pouco importante, estás a abdicar de um tempo precioso com os teus filhos. Quando manténs 50 pares de sapatos, os quais a maior parte nem usas, estás a comprar uma discussão sobre uma sapateira sempre desarrumada e um sentimento de culpa interior por não a conseguires manter organizada.

Minimizar permitiu-me lavar o chão da casa toda em no máximo 10 minutos, várias vezes por semana. O que automaticamente já ajuda a manter o ambiente leve e o chão sempre limpo para quando a bebé gatinha.

E perguntas como faço isso em 10 minutos? Simples: não deixo nada no chão senão o essencial.

Não deixo nada debaixo da cama, do sofá ou da mesa; não deixo malas nem sacos; não tenho móveis sem utilidade. Tudo tem o seu lugar e raramente será no chão.

Com as superfícies, nomeadamente mesas, bancadas e prateleiras, a regra é igual: muito excepcionalmente deixaremos algo lá, sobretudo na cozinha onde é tão fácil acumular utensílios, aparelhos e comida nos lugares onde supostamente preparamos a comida. Até o detergente da loiça ou a chaleira, que usamos todos os dias, guardamos no armário.

A título de exemplo, a minha casa de banho tem à vista o champô/amaciador de adulto, o champô infantil, o sabonete, o patinho de borracha, a banheira da pequena, o rolo de papel higiénico e as toalhas. Depois disso só um armário com alguns pertences pessoais e de primeiros socorros, que por acaso nem ocupam todas as prateleiras. Para quê ter mais?

Lavo as loiças da casa de banho bem rápido, e quando vejo uma marca da pasta de dentes ou um cabelo passo logo o pano.

Foto do Instagram da Fátima Teixeira @master_of_simplicity

Se tens vernizes, sabonetes infinitos e tudo o mais no teu lavatório, considera seriamente se compensa realmente mantê-los lá.

Acumulam humidade, tornam a limpeza mais difícil e demorada, e na hora de receber visitas vais procurar lembrar-te quando foi a última vez que lavaste toda a casa de banho.

Gerir (conscientemente)

Falamos sempre das atividades dos filhos, das reuniões profissionais e da limpeza da casa. Mas poucas são as vezes em que pensamos no tempo para nós, tempo para o marido ou tempo para brincar (a 100%) com os filhos.

Uma boa gestão pode ajudar a tornar o dia maior. Algumas estratégias a salientar são:

O uso consciente e sábio do telemóvel, da televisão e das redes sociais

Garanto-te que os meus dias nunca foram tão compridos como nos dois anos em que decidi conscientemente não ter telemóvel nem televisão. Sei perfeitamente que nem está relacionado com o ter ou não ter, mas sim com o saber usar.

Verifica o tempo que passas nas redes sociais, o que fazes realmente no telemóvel, e se os programas que vês na televisão são significativos ou se vão ao encontro daquilo que queres para a tua vida!

O apontamento de tarefas importantes ou ideias que surgem

Ao longo do dia lembro-me de várias coisas necessárias, como comprar arroz, marcar as vacinas da pequena, apontar uma ideia que tive, contactar alguém ou lavar uma roupa à mão…

Conforme me vou lembrando, vou apontando logo (sem detalhes) numa agenda que tenho. Quando a minha filha adormece e surgem “aqueles minutos”, eu consulto essa página. Analisando todas as tarefas, sei exatamente como aproveitar e gerir melhor o tempo.

A gestão da importância que damos a julgamentos e opiniões

É mesmo muito cansativo tentar ir ao encontro das expectativas da sociedade quando convivemos com culturas de “super mães” que fazem tudo sozinhas. Especialmente quando estes comentários surgem dentro da nossa própria casa.

Simplifica, sobretudo os teus pensamentos e aquilo que queres ou não dedicar a tua atenção e a tua energia.

Viver (o presente)

Não te limites a sobreviver!

Shauna Niequist sempre me faz pensar com as suas subtis verdades:

“O que nós temos é tempo. E o que nós fazemos é desperdiçá-lo, esperando por aqueles momentos grandes e espetaculares!”

Nós não precisamos esperar pelo aniversário do filho para fazer uma festa e ter “um momento inesquecível”. Simplesmente prepara um balde de pipocas, desliga os telemóveis e desfruta um momento único na sala com a tua família a fazer um jogo de tabuleiro! Vive mais, está presente!

Não te deixes viciar pelo “busyness”, termo em inglês que designa o ato de estar sempre ocupado. Em caso de dúvida segue a dica da Courtney Carver que nos inspira com a sua sincera afirmação:

“Eu não digo não porque estou tão ocupada. Eu digo não porque não quero estar tão ocupada”

Amar (sem limites)

Começa por ti mesma.

Ama-te e cuida de ti.

Torna-te um modelo para quem amas também.

Sê acima de tudo paciente e compreensiva.

E traz em ti a certeza de que és capaz.

Ignora “coisinhas”, desapega do que te entristece e concentra a tua energia nas tuas prioridades.

Aprecia cada detalhe, agradece e sorri.

Como eu mesma digo logo que se entra no meu site, “a riqueza está na simplicidade“.

Para visualizar melhor o nosso assunto, quero partilhar contigo uma mensagem que eu recebi recentemente:

“Estou a passar por uma terceira gestação de altíssimo risco (por causa de um problema no coração) e percebo o quanto o minimalismo tem sido bom em ajudar-me a lidar com essa situação. Como não posso fazer esforço físico, a casa não pode mais ser cuidada como antes e aí percebo o quanto ter poucos móveis ajuda na hora da limpeza. Não ter muitas roupas para passar ajuda-me a não ficar muito tempo em pé, as minhas filhas terem poucos brinquedos ajuda na organização da casa e ter uma alimentação saudável ajuda-m a ser rápida na cozinha. Nunca pensei que ser minimalista seria tão bom em um momento tão difícil!” – Ana Beatriz Sanchez

Então hoje quero que oiças uma voz dentro de ti a dizer “simplifica mamã”!

Eu sei que passa um turbilhão de pensamentos todos os dias na tua cabeça (e sobretudo no teu coração) que te questionam se és capaz, se alguma vez voltarás a ter uma noite decente de descanso e se trazes contigo a força necessária para superar todos os desafios da maternidade.

A resposta é SIM, tu és bem mais forte agora: olha para os teus filhos e lembra do que já foste capaz!

Segue este conselho. Simplifica.

Acredita que “pequenas mudanças podem trazer grandes recompensas” (Rachel Jonat), por isso não demores.

“O que consegues quando atinges os teus objectivos não é tão importante como o que te tornas ao atingi-los.” (Henry David Thoreau)

Conto contigo!

Queres saber mais sobre como aplicar o minimalismo, sem precisares de sair de casa?

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