Períneo: o que é e como cuidar dele no pré e pós parto

É muito provável que durante a gravidez comeces a ouvir a palavra períneo e a importância de o exercitar e massajar para um melhor parto e pós-parto. Mas aí a pergunta surge…

O que é o Períneo?

O períneo é um conjunto de fáscias e músculos entrelaçados conhecidos como o “chão da Pélvis” ou, em linguagem mais técnica, Pavimento Pélvico ou Assoalho Pélvico.

Tem como principal função suportar os seguintes órgãos: a bexiga, o reto e o útero.

Porque é afetado o Períneo durante a Gravidez?

Com o aumento de peso do útero (devido ao crescimento do bebé), o aumento de peso da mãe e com todas as alterações fisiológicas ocorrentes, o períneo sofre uma sobrecarga.

Isso pode originar a curto, médio e longo prazo, disfunções do pavimento pélvico como incontinência urinária, prolapsos dos órgãos e dores nas relações sexuais.

Assim sendo é primordial e recomendado que a grávida realize exercícios de fortalecimento do períneo, afim de minimizar as consequências. Porém é importante a grávida ter consciência de como se contrai e relaxa a musculatura do períneo.

Qual a importância do Períneo no Parto?

O períneo também tem um papel fundamental no Parto. Se por um lado é a última barreira que o bebé tem de ultrapassar, por outro lado pode e deve ser um aliado no momento da expulsão.

Nessa última fase do parto, os músculos do Períneo são sujeitos a um alongamento máximo.

Assim, para além da importância do trabalho de fortalecimento, é de igual importância trabalhar o relaxamento e a capacidade de elasticidade dos músculos de forma a facilitar a passagem do bebé e de reduzir o trauma perineal (lacerações ou episiotomia), através da massagem do Períneo.

Como, quando e porquê deve a grávida fazer a Massagem do Períneo?

A massagem do Períneo pode ser iniciada a partir das 34 semanas de gravidez e até ao dia do parto.

Esta massagem trabalha, antes de mais, a consciência da grávida em relação ao seu períneo. Procura-se relaxar toda a musculatura desta região e orientá-la no sentido de uma maior flexibilidade, afim de preparar a mesma para o momento do parto.

Deverá usar-se um lubrificante ou óleo de origem vegetal, nunca mineral.

Massagem:

1. Colocar os polegares um pouco dentro da vagina e empurrar para baixo, manter esta posição um pouco;
2. Deslizar um polegar para a direita e outro para a esquerda, mantendo uma ligeira pressão, voltando à posição inicial e repetir por alguns minutos.

Para terminar, deve-se manter os polegares no meio e fazer uma ligeira pressão de dentro para fora. Caso seja o companheiro a realizar a massagem, este deverá utilizar os dedos indicadores e ser orientado pela grávida.

A prática regular desta massagem na fase final da gravidez poderá ser uma ajuda essencial para:

  • diminuir a episiotomia, quando a causa da mesma se prende com a incapacidade dos tecidos se adaptarem à passagem do corpo do bebé;
  • diminuir ao máximo a lesão do tecido perineal durante o momento do parto;
  • diminuir as consequências dolorosas de um pós-parto no imediato ou no retorno às relações sexuais.

A maioria das mulheres considera que o parto vaginal é uma fonte de stress e de dor, ao qual se soma o medo de sofrer uma episiotomia ou possíveis lesões e traumas perineais.

Assim sendo, é de extrema importância dar especial atenção ao períneo nesta etapa.

Infelizmente, as vantagens de ter um períneo elástico e com um bom tônus muscular, que permita a saída da cabeça do bebé causando o menor dano possível, são ainda pouco conhecidas e pouco faladas.

A pensar no Períneo...

A pensar no Períneo...

Artigo escrito em exclusivo para a Rebento pela Fisioterapeuta Lica Peres

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